As duas aventureiras trabalharam desse modo por 2 anos, até que a guerra acabou e o serviço de enfermeira ali, também. O desejo de ambas não era de voltar pra casa. Júlia viera servir na guerra porque não tinha familiares. Ela era adotada e seus pais adotivos morreram num acidente de carro e não sobrara mais ninguém que ela de fato conhecesse. Então a moça não tinha pra quem ou pra onde voltar.
Já Clarisse Benson, não queria retornar para a terra natal porque não desejava voltar a ter aquela vida normal e relembrar as desventuras que passara naquele local. Iria sim visitar a família e os amigos de vez em quando, mas não pretendia viver mais ali.
Uma angústia foi tomando conta delas porque não sabiam pra onde ir. Isso durou até que uma teve uma brilhante idéia:
_ Poderíamos montar lá nos EUA uma escola para ensinar mulheres a serem enfermeiras, o que você acha?_ indagou com alegria a srt. Benson.
_ Acho ótima a sua idéia. Mas onde vamos conseguir tanto dinheiro para construir isso tudo?_ questionou a outra.
Clarisse ficou em silêncio porque não tinha uma resposta para aquela pergunta complicada. É verdade, ela não tinha pensado nisso.
Quando anoiteceu, pegaram suas coisas e viajaram até a cidade onde haviam desembarcado. Lá dormiram na casinha onde Júlia tinha ficado antes. Quando amanheceu, Clarisse foi arrumar sua mala e achou dentro dela um embrulho. Então se lembrou que aquele era o pacote que seu marido, Eduard Benson, havia deixado para ela quando morreu na guerra do Vietnã. A jovem ainda não tinha aberto porque estava com receio do que poderia ser. Todavia agora ela não estava mais com medo de coisa alguma. A moça abriu lentamente e lá encontrou uma carta de Ed e um pacote menor. Neste outro continha uma quantia em dinheiro bem grande. Clarisse ficou imóvel.
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